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5º Festival de Cinema Latino-Americano de São Paulo.

137 FILMES DE 15 PAÍSES LATINO-AMERICANOS
DE 12 A 18/07 EM SEIS SALAS PAULISTANAS,
COM ENTRADA FRANCA.

*** novos filmes de Daniel Burman, Pablo Stoll e Miguel Littin

*** as revelações da Costa Rica, Porto Rico, Bolívia, Uruguai e Peru

*** a nova geração do cinema brasileiro

*** homenagem ao argentino Marcelo Piñeyro e ao brasileiro João Batista de Andrade

*** retrospectiva Consolidação da Retomada traz obras de Fernando Meirelles, Juan José Campanella, Walter Salles, Fabián Bielinsky, Lucrecia Martel, Alfonso Cuarón, Pablo Trapero, Andrés Wood e Adrián Biniez

*** destaques dos festivais de Cannes, Berlim, Veneza, Sundance, Roterdã e Locarno

Filmes assinados pelos grandes nomes do cinema latino-americano, como Fernando Meirelles, Juan José Campanella, Walter Salles, Fabián Bielinsky, Lucrecia Martel, Alfonso Cuarón, Pablo Trapero, Andrés Wood e Adrián Biniez. Obras inéditas do uruguaio Pablo Stoll e dos argentinos Daniel Burman e Marcelo Piñeyro, este último merecendo homenagem ao lado do brasileiro João Batista de Andrade. Os novos talentos da região, cujas obras (a grande maioria inédita no Brasil) que estão causando sensação nas grandes vitrines internacionais, como os festivais de Berlim, Veneza, Sundance, Roterdã e Locarno. A novíssima geração brasileira. Estas são algumas das atrações da quinta edição do Festival de Cinema Latino-Americano de São Paulo.

O evento exibe, de 12 a 18 de julho, um total de 137 filmes, representando 15 países latino-americanos. As projeções têm entrada franca e acontecem em seis salas paulistanas: Memorial da América Latina (duas salas), Cinesesc, Sala Cinemateca, Museu da Imagem e do Som e Cinusp “Paulo Emílio.

Presente em São Paulo para proferir uma aula magna e acompanhar a exibição de seis de seus longas-metragens, Marcelo Piñeyro mostra o inédito “As Viúvas das Quintas-Feiras” (2009), ao lado dos elogiados “Cinzas no Paraíso” (1997), “Plata Quemada” (2000), “Kamchatka” (2002), “O Que Você Faria?” (2005) e o pouco visto “Música Feroz” (1993).

A Mostra Contemporâneos reúne a nova safra da cinematografia latino-americana, destacando a primeira exibição no Brasil de “Dois Irmãos” (Daniel Burman, Argentina), “Hiroshima” (Pablo Stoll, Uruguai), “Memórias do Desenvolvimento” (Miguel Coyula, Cuba/EUA), “Zona Sul” (Juan Carlos Valdivia, Bolívia), “Impulso” (Mateo Herrera, Equador), “Mente” (Rafi Mercado, Porto Rico), “Paraíso” (Hector Galvez, Peru), “Noturno de Bachelard” (José Eduardo Alcázar, Paraguai), “Quebra-Cabeças” (Natalia Smirnoff, Argentina) e “Juntos” (Nicolás Pereda, México).

Outros destaques inéditos são o filme de terror experimental uruguaio “A Casa Muda” (de Gustavo Hernandez), captado com câmera fotográfica digital, e a surpreendente produção da Costa Rica "Água Fria do Mar", de Paz Fábrega, programado para a sessão de abertura do Festival. Completam a lista dos selecionados da Mostra Contemporânea longas do veterano Miguel Littin (“Dawson, Isla 10”) e do estreante Cristián Jiménez (“Ilusões Óticas”), ambos chilenos, e do mexicano Pedro González-Rubio (“Ao Mar”).

A representação brasileira da seção inclui “A Fuga da Mulher Gorila” (Felipe Bragança e Marina Meliande), “Estrada para Ythaca” (Guto Parente, Luiz Pretti, Pedro Diógenes e Ricardo Pretti), “Carmo” (Murilo Pasta), “A Guerra dos Vizinhos” (Rubens Xavier), “A Falta Que Me Faz” (Marília Rocha), “Natimorto” (Paulo Machline), “Leite e Ferro” (Cláudia Priscilla) e “Eldorado” (Paula Goldman).

A profícua carreira do brasileiro João Batista de Andrade traz desde o curta-metragem “Liberdade de Imprensa” (1966) até o recente longa Travessia” (2009), passando por sucessos como “Doramundo” (1977), “O Homem Que Virou Suco” (1979), “A Próxima Vítima” (1983), “O País dos Tenentes” (1986) e “Vlado – 30 Anos Depois” (2005). Homenageado desta edição, ao lado de Marcelo Piñeyro, o cineasta merece ainda do Festival uma mesa redonda dedicada à sua filmografia e um evento de lançamento da nova edição do livro “João Batista de Andrade - Alguma Solidão e Muitas Histórias”.

A Retrospectiva Consolidação da Retomada apresenta 20 títulos pinçados entre os maiores destaques da produção latino-americano no período 2000-2009, quando a qualidade do cinema da região tornou-se definitivamente reconhecido. Na retrospectiva estão os sucessos de bilheteria e os grandes premiados em festivais, como “Nove Rainhas” e “O Pântano” (ambos de 2000); “E Sua Mãe Também” e “O Filho da Noiva” (2001); “Cidade de Deus” e “Do Outro Lado da Lei” (2002); “Diários de Motocicleta” e “Whisky” (2003); “Abraço Partido” e “Machuca” (2004); “A Aura” e “Cinema, Aspirinas e Urubus” (2005); “O Ano em Que Meus Pais Saíram de Férias” e “A Que Distância” (2006); “O Banheiro do Papa” e “XXY” (2007); “A Babá” e “Gasolina” (2008); “Gigante” e “A Teta Assustada” (2009).

Uma programação especial celebrando os 200 anos de independência da Alemanha, Chile, Colômbia, México e Venezuela, uma competição de produções de escolas de cinema, mesas redondas e oficinas audiovisuais fecham a programação do Festival de Cinema Latino-Americano de São Paulo.

O evento tem como objetivo divulgar e discutir a singularidade estética da cinematografia recente e histórica da América Latina. É uma iniciativa do Memorial da América Latina e da Secretaria de Estado da Cultura, órgãos do Governo do Estado de São Paulo. Conta com co-realização do Sesc São Paulo, Cinemateca Brasileira, Museu da Imagem e do Som e Cinusp “Paulo Emílio”.

A curadoria da programação é de André Sturm, Francisco Cesar Filho e Jurandir Müller – os dois últimos também diretores do evento. Responde pela organização a Associação do Audiovisual.

Mais informações podem ser acessadas através do endereço www.memorial.gov.sp.br.



Publicada em 11/07/2010
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