Tráfego e liberação da Mostra Guy Maddin também foi com a KM Comex!
No Crepúsculo de Winnipeg - O cinema de Guy Maddin
De 18 a 30/08/09 no CCBB Rio de Janeiro.
De 02 a 13/09/09 no CCBB São Paulo.
O Banco do Brasil apresenta a mostra No Crepúsculo de Winnipeg:O Cinema de Guy Maddin, uma retrospectiva completa da obra do cineasta canadense, um dos mais ousados e excêntricos diretores do cinema independente contemporâneo.
Seus filmes, repletos de ironia, sem nenhum tipo de restrição ao bizarro – ainda que pareçam existir num universo muito próprio –, são livremente inspirados no Expressionismo Alemão e no cinema Agitprop (agitação e propaganda) dos anos 20 e podem também ser descritos como perfeitos melodramas ao buscarem o equilíbrio do ridículo e do sublime.
Recorrendo a temas complexos como a sexualidade, a repressão e a morte, Maddin, que começou a filmar nos anos 80, tornou-se referência para cineastas e cinéfilos de hoje. Mesmo com o sucesso de seus longas-metragens, o diretor nunca abandonou o formato de curtas e vem realizando pelo menos um deles por ano. Pouco se conhece da obra de Guy no Brasil. Ainda que o diretor tenha recebido enorme atenção mundial, seus filmes nunca foram lançados em circuito comercial por aqui, seja no cinema ou em DVD (exceto Meu pai tem 100 anos). Portanto, ao realizar a mostra, o Centro Cultural Banco do Brasil oferece ao público a oportunidade de apreciar a obra completa do diretor e de inteirar-se de um cinema inovador e muito criativo.
Centro Cultural Banco do Brasil
Um talento desconhecido por muitos, Guy Maddin vem construindo uma obra ímpar, com alguns momentos particularmente brilhantes. Seus filmes, sempre realizados a partir de roteiros mirabolantes, são fruto da rara mistura de muitos elementos autobiográficos e do universo do cinema mudo, nostálgico, romântico; com uma estética híbrida, muitas vezes propositalmente brega e sempre regidos por uma boa dose de humor negro e diversas esquisitices. Isolado em sua cidade, Winnepeg, no Canadá, Guy, nunca tendo recebido educação formal em artes, começou a filmar na década de 1980 e continua até hoje trabalhando de forma bastante independente.
Cinéfilo assumido, suas obras são inspiradas na cinematografia de diversos diretores como Abel Gance, Buñuel e Murnau. Inevitavelmente, Guy guarda também muitas comparações. Mas a própria heterogeneidade das comparações (de David Lynch, Carl Dreyer a Joseph Von Sternberg) revela um pouco a singularidade de sua obra.
A criação do estilo técnico e narrativo próprio de Guy agregou-se à história do cinema, hoje críticos do mundo inteiro referem-se ao uso intenso e rico da trilha sonora angustiante, às imagens pretas e brancas desfocadas e aos respingos dos coloridos kitsch, como maddinian... Toda a cinematografia é repleta de visceralidade com imagens que muitas vezes chegam a intoxicar. Seu chef-d’ouvre, o curta-metragem O coração do mundo (melhor filme do festival do Toronto de 2000), sua versão musical esplendorosa do Drácula de Bram Stoker, Drácula: páginas do diário de uma virgem, o surrealista A música mais triste do mundo são apenas alguns bons exemplos de obras oriundas de uma criatividade e ousadia que atravessam as fronteiras do cinema contemporâneo.
Trazer os filmes de Guy, em sua maioria inéditos no Brasil, e apresentá-los a uma plateia que esteja aberta a recebê-los, é um imenso prazer. Com a certeza de que este fabulista – que cria a cada filme um universo especialmente estranho e de forma especialmente única – poderá trazer muitas inspirações ao público da mostra
www.mostraguymaddin.com.br
Publicada em 28/09/2009
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